<font color=0093dd>Um trabalho dedicado e generoso</font>
Santiago do Cacém permite comprovar que existe alternativa e trabalho que se afirma pela diferença, pela não resignação e pelo respeito aos compromissos assumidos com a população.
A qualidade e o alcance do trabalho desenvolvido por eleitos, activistas e apoiantes da CDU tem demonstrado que existem soluções que se afirmam positivamente, contribuindo para combater o atraso resultante de trinta anos de política de direita tingida ora de rosa, ora de laranja.
Fotos de Jorge Cabral
A acção dos comunistas no poder local distingue-se onde tantas vezes se manifestam os reflexos negativos das medidas antipopulares e o desinteresse dos sucessivos Governos.
Numa volta pelo concelho de Santiago do Cacém, facilmente se verifica que as necessidades em áreas como a educação, a saúde, o apoio aos mais idosos ou a dinamização do lazer, a cultura e o desporto, só se encontram cobertas fruto do esforço da Câmara Municipal em criar infra-estruturas, em suprir as carências e a demissão de responsabilidades da parte da administração central, em reivindicar sempre que são esquecidos ou atropelados os direitos e as aspirações das populações.
Projectos como a piscina municipal, os novos polidesportivos, o apoio à construção de centros de dia e espaços condignos para as forças de segurança e associações de bombeiros, ou a requalificação da rede viária e o ordenamento da malha urbana são, entre outras realizações, sementes de futuro, progresso e qualidade de vida.
Em muitos casos, nos últimos quatro anos de mandato, ainda foi possível «avançar mais do que o inicialmente previsto», afirmou em conversa com o Avante! Vítor Proença, actual presidente da autarquia e candidato da CDU às eleições de 9 de Outubro próximo.
A prioridade foi continuar a política de implementação de soluções e energias próprias, fortalecendo a criatividade e iniciativa no concelho apesar das imensas dificuldades levantadas pela conjuntura económica e pelas opções centrais dos executivos governamentais, com particular destaque para o sub financiamento das iniciativas do poder local.
A honestidade e competência, que a CDU assume como palavras de ordem na sua campanha, são valores fundamentais na postura e na prática autárquica. Nessa medida, afirmou o eleito comunista, «não começámos obras nas quais não nos fosse garantida continuidade».
Num quadro de dificuldades agravadas, a gestão do conjunto de recursos disponíveis obrigou à sua aplicação com a devido peso e igualdade entre todas as freguesias, até porque uma das batalhas de primeira linha foi, «e continuará a ser», garantiu-nos, o combate às assimetrias como forma de desenvolver o município, objectivo que a par do fomento da capacidade de criar emprego constituiu o eixo estratégico dos investimentos feitos. Mesmo tendo a certeza de que o avanço nestas questões depende sobretudo das políticas macroeconómicas, da acção do Governo, «mostrámos o nosso valioso contributo, tanto ao nível local como regional», disse Vítor Proença.
Aproveitar potencialidades de desenvolvimento
Fortemente empenhados em inverter as estatísticas que indicam o Alentejo como uma região deprimida, desertificada e pobre, os eleitos da CDU em Santiago do Cacém, em cooperação com Sines, outro município de gestão comunista, bateram-se desde sempre pela concretização de investimentos como a plataforma energética do Porto de Sines, projecto de importância vital para o município na medida em que cerca de 65 por cento dos seus trabalhadores são residentes em Santiago do Cacém.
A abertura da primeira fase do terminal de contentores, ou a atracção de novos investimentos na cadeia de produção de gás e biodisel na refinaria são trunfos igualmente fortes que a gestão CDU soube aproveitar em prol do desenvolvimento, coordenando-os com a criação de infra-estruturas e espaços descentralizados que permitam a fixação de novas unidades produtivas, mas também a melhoria das condições de laboração das empresas já existentes. Assim nasceram e afirmaram-se os parques industriais do Cercal do Alentejo e de St.º André.
«A assistência gratuita prestada pelo gabinete de apoio ao empresário é um exemplo de eficácia reconhecida por muitos concelhos deste país que colhem ideias da iniciativa para aplicar nas suas autarquias», recordou ainda o actual presidente da Câmara para ilustrar, mais uma vez, que «não foram os sucessivos governos que promoveram o combate às assimetrias regionais – verifica-se mesmo na maioria das vezes nem sequer assumiram as suas responsabilidades de financiamento – foi a gestão da CDU que no poder local contribuiu fortemente para a criação de soluções fundamentais para levar de vencido o atraso, investindo de forma equilibrada, de tal forma que digo sempre que esta região não seria a mesma se não houvesse forte iniciativa e reivindicação da nossa parte», concluiu o candidato.
Qualificar melhor, reivindicar mais
Para a CDU, desenvolvimento também é sinónimo de melhores condições de vida, de que fazem parte integrante bons acessos viários, serviços adequados que garantam a mobilidade e espaços urbanos saudáveis, por isso, por todo o concelho, são possíveis observar as muitas obras de qualificação das zonas residenciais que possibilitam a fixação de população. Desde a repavimentação de estradas e dos perímetros pedonais, passando pela melhoria da oferta de espaços verdes até à construção de melhores parques infantis e ao apoio aos projectos escolares, muitas e diversificadas foram as áreas que mereceram a intervenção camarária.
Nesta intervenção que se afirma responsável e em sintonia com os interesses da maioria dos munícipes, destaca-se ainda a capacidade reivindicativa, animada pela autarquia em protestos que, a título de exemplo, exigiram justamente a concretização de alternativas rodoviárias ao actual IC 33, denunciaram a falta de mais médicos e as necessidades permanentes da instalação de uma nova unidade hospitalar e a inclusão no conjunto de valências médicas já asseguradas de uma maternidade que sirva o concelho.
Contributo fundamental na criação de emprego e melhoria das condições de vida das populações, nomeadamente na área da saúde, é o novo hospital. A urgência dessa reivindicação, conta Vítor Proença, «levou-nos a Bruxelas para apresentar um queixa junto da Comissão Europeia denunciando que a obra estava com 75 por cento de financiamento comunitário, mas encontrava-se parada por falta de iniciativa do Ministério da Saúde».
Como consequência de uma longa e determinada luta da autarquia e das populações, o hospital é hoje uma certeza.
Ambiente e lazer rimam com desenvolvimento
Num concelho onde a preservação do ambiente e a gestão cuidada dos recursos naturais têm merecido toda a atenção, não é difícil admitir que para além de inúmeras potencialidades que tal representa ao nível do desenvolvimento subsistem um conjunto de actividades ligadas ao sector agrícola com peso na economia do concelho.
«A pecuária tem ainda um papel significativo em Santiago do Cacém - explicou-nos Vítor Proença - por isso a autarquia disponibilizou o terreno onde foi instalado um centro de apoio aos produtores de suínos, na mesma medida que comparticipámos no novo entreposto de frio de Alvalade, colocado ao serviço dos produtores de hortofrutícolas».
Em relação à exploração dos recursos florestais, torna-se obrigatório destacar com particular importância a cultura do sobreiro, cada vez mais ameaçada devido a uma doença que afecta a espécie por todo o Alentejo, pondo em perigo a produção nacional na área da cortiça.
«Já alertámos o actual secretário de Estado que é preciso partir para acções que garantam a protecção e valorização desta espécie mas também do montado de azinho, fundamental para a outra área de produção do sector agrícola, o porco preto», disse o autarca que lamenta, apesar do esforço dos municípios, que até agora, «só se vê dinheiro gasto em estudos e avaliações do problema, mas não se vêem medidas concretas».
Um outro aspecto a considerar é a costa atlântica que banha a zona litoral do concelho. Ali, tão importante como a promoção do lazer e dos tempos livres das populações é permitir que outros – e são muitos que o fazem com agrado desde há pelo menos duas décadas a esta parte – também possam gozar e usufruir da beleza natural junto ao mar e do conjunto de infra-estruturas que sustentam a actividade turística, cada vez mais central na elevação dos padrões de desenvolvimento regionais.
Mas há muito mais que sol e praia, destaca Vítor Proença dando como exemplo o parque temático Badoca Safari, «que tem um grande apoio da câmara municipal e que o ano passado atingiu o impressionante número de 270 mil visitantes».
Democratização da cultura
Uma das imagens de marca da gestão CDU é a cultura, assumida na óptica e no pressuposto que tal se deve traduzir num espaço mais amplo que envolva a educação, formação e a participação dos cidadãos e dos grupos. «Não pretendemos fazer uns eventos para “marcar calendário”, como alguns fazem nos meses de Verão. Preferimos promover iniciativas todo o ano dinamizando ao mesmo tempo espaços municipais em vários pontos do concelho», resume o autarca da CDU.
Exposições no Museu Municipal ou a participação de centenas de crianças das escolas do concelho de Santiago do Cacém - mas também dos vizinhos de Odemira, Sines, Aljustrel, Ferreira do Alentejo e Grândola - na iniciativa da «Hora do Conto», na Biblioteca Municipal, são, segundo o edil comunista, a melhor gratificação para quem assume os riscos de remar contra a corrente da cultura dominante e eleitoralista.
Muito mais está, porém, preparado. Segundo pudemos constatar, projectos com uma matriz descentralizada e democrática estão a decorrer com regularidade, «tais como o envolvimento com as associações do concelho, por exemplo na realização de eventos com a associação Quadricultura, ou o grupo de teatro Haja Gato, que para além dos espectáculos dá um fortíssimo contributo para a formação, ou ainda a Escola de Música da câmara, que não cobra um cêntimo e tem perto de 90 alunos», destacou o chefe do executivo municipal.
Em breve, vão ser inauguradas uma biblioteca municipal na Cidade de St.º André e um auditório com cinema na cidade de Santiago do Cacém, obras que visitámos e se encontram em avançado estado de desenvolvimento.
Os investimentos feitos na cultura em Santiago do Cacém representam ainda a profunda preocupação dos comunistas em inverter o ciclo de condicionamentos que não permitem que todos possam fruir dos vários conteúdos oferecidos.
Para o próximo mandato, Vítor Proença declarou que o estímulo à democratização da cultura é para manter na «mobilidade de acesso dos cidadãos à leitura, ou a instrumentos da sociedade de informação, que queremos que fiquem ao alcance de quem vive nas zonas urbanas ou nas rurais, dos mais velhos aos mais novos, sem constrangimentos de recursos financeiros para quem não pode comprar um computador e pagar a ligação à Internet», afirmou.
Cultura da democracia
«Apontamos para um reforço da CDU porque confiamos que as populações reconhecem no nosso desempenho autárquico a marca distinta de quem trabalha de forma rigorosa e competente, não optando por fazer falsas promessas ou dizer meias-verdades», disse-nos Vítor Proença quanto às perspectivas eleitorais para Outubro.
A afirmação de confiança no acerto da escolha popular na hora de ir às urnas é, neste caso, bem mais que a manifestação de um legítimo desejo de reconhecimento da obra feita. Os processos de discussão envolvendo os cidadão indicam que a opção da gestão da CDU pelos orçamentos e a democracia participada só enriquece o trabalho realizado, no sentido em que os que assim quiseram puderam contribuir para a elaboração das linhas mestras, como aconteceu duas vezes em São Francisco, em plenários de sala cheia, ou num outro encontro com os residentes de Abela para explicar, com frontalidade, o que estava ao alcance do município fazer neste mandato e o que era impossível realizar no espaço de quatro anos.
«Assumimos neste mandato a democracia participada como factor importante para a construção de um município mais solidário e encontramos um dos muitos exemplos de sucesso dessa prática na atribuição do nome de um poeta popular da terra, Manuel José do Tojal, à futura biblioteca de St.º André. A consulta pública teve tanto feedback que até nos permitiu guardar sugestões quanto aos horários de funcionamento do espaço e ao tipo de documentos que as pessoas querem ter na sua biblioteca», concluiu com orgulho na capacidade de discussão construtiva e de cultura democrática evidenciada pela CDU.
Numa volta pelo concelho de Santiago do Cacém, facilmente se verifica que as necessidades em áreas como a educação, a saúde, o apoio aos mais idosos ou a dinamização do lazer, a cultura e o desporto, só se encontram cobertas fruto do esforço da Câmara Municipal em criar infra-estruturas, em suprir as carências e a demissão de responsabilidades da parte da administração central, em reivindicar sempre que são esquecidos ou atropelados os direitos e as aspirações das populações.
Projectos como a piscina municipal, os novos polidesportivos, o apoio à construção de centros de dia e espaços condignos para as forças de segurança e associações de bombeiros, ou a requalificação da rede viária e o ordenamento da malha urbana são, entre outras realizações, sementes de futuro, progresso e qualidade de vida.
Em muitos casos, nos últimos quatro anos de mandato, ainda foi possível «avançar mais do que o inicialmente previsto», afirmou em conversa com o Avante! Vítor Proença, actual presidente da autarquia e candidato da CDU às eleições de 9 de Outubro próximo.
A prioridade foi continuar a política de implementação de soluções e energias próprias, fortalecendo a criatividade e iniciativa no concelho apesar das imensas dificuldades levantadas pela conjuntura económica e pelas opções centrais dos executivos governamentais, com particular destaque para o sub financiamento das iniciativas do poder local.
A honestidade e competência, que a CDU assume como palavras de ordem na sua campanha, são valores fundamentais na postura e na prática autárquica. Nessa medida, afirmou o eleito comunista, «não começámos obras nas quais não nos fosse garantida continuidade».
Num quadro de dificuldades agravadas, a gestão do conjunto de recursos disponíveis obrigou à sua aplicação com a devido peso e igualdade entre todas as freguesias, até porque uma das batalhas de primeira linha foi, «e continuará a ser», garantiu-nos, o combate às assimetrias como forma de desenvolver o município, objectivo que a par do fomento da capacidade de criar emprego constituiu o eixo estratégico dos investimentos feitos. Mesmo tendo a certeza de que o avanço nestas questões depende sobretudo das políticas macroeconómicas, da acção do Governo, «mostrámos o nosso valioso contributo, tanto ao nível local como regional», disse Vítor Proença.
Aproveitar potencialidades de desenvolvimento
Fortemente empenhados em inverter as estatísticas que indicam o Alentejo como uma região deprimida, desertificada e pobre, os eleitos da CDU em Santiago do Cacém, em cooperação com Sines, outro município de gestão comunista, bateram-se desde sempre pela concretização de investimentos como a plataforma energética do Porto de Sines, projecto de importância vital para o município na medida em que cerca de 65 por cento dos seus trabalhadores são residentes em Santiago do Cacém.
A abertura da primeira fase do terminal de contentores, ou a atracção de novos investimentos na cadeia de produção de gás e biodisel na refinaria são trunfos igualmente fortes que a gestão CDU soube aproveitar em prol do desenvolvimento, coordenando-os com a criação de infra-estruturas e espaços descentralizados que permitam a fixação de novas unidades produtivas, mas também a melhoria das condições de laboração das empresas já existentes. Assim nasceram e afirmaram-se os parques industriais do Cercal do Alentejo e de St.º André.
«A assistência gratuita prestada pelo gabinete de apoio ao empresário é um exemplo de eficácia reconhecida por muitos concelhos deste país que colhem ideias da iniciativa para aplicar nas suas autarquias», recordou ainda o actual presidente da Câmara para ilustrar, mais uma vez, que «não foram os sucessivos governos que promoveram o combate às assimetrias regionais – verifica-se mesmo na maioria das vezes nem sequer assumiram as suas responsabilidades de financiamento – foi a gestão da CDU que no poder local contribuiu fortemente para a criação de soluções fundamentais para levar de vencido o atraso, investindo de forma equilibrada, de tal forma que digo sempre que esta região não seria a mesma se não houvesse forte iniciativa e reivindicação da nossa parte», concluiu o candidato.
Qualificar melhor, reivindicar mais
Para a CDU, desenvolvimento também é sinónimo de melhores condições de vida, de que fazem parte integrante bons acessos viários, serviços adequados que garantam a mobilidade e espaços urbanos saudáveis, por isso, por todo o concelho, são possíveis observar as muitas obras de qualificação das zonas residenciais que possibilitam a fixação de população. Desde a repavimentação de estradas e dos perímetros pedonais, passando pela melhoria da oferta de espaços verdes até à construção de melhores parques infantis e ao apoio aos projectos escolares, muitas e diversificadas foram as áreas que mereceram a intervenção camarária.
Nesta intervenção que se afirma responsável e em sintonia com os interesses da maioria dos munícipes, destaca-se ainda a capacidade reivindicativa, animada pela autarquia em protestos que, a título de exemplo, exigiram justamente a concretização de alternativas rodoviárias ao actual IC 33, denunciaram a falta de mais médicos e as necessidades permanentes da instalação de uma nova unidade hospitalar e a inclusão no conjunto de valências médicas já asseguradas de uma maternidade que sirva o concelho.
Contributo fundamental na criação de emprego e melhoria das condições de vida das populações, nomeadamente na área da saúde, é o novo hospital. A urgência dessa reivindicação, conta Vítor Proença, «levou-nos a Bruxelas para apresentar um queixa junto da Comissão Europeia denunciando que a obra estava com 75 por cento de financiamento comunitário, mas encontrava-se parada por falta de iniciativa do Ministério da Saúde».
Como consequência de uma longa e determinada luta da autarquia e das populações, o hospital é hoje uma certeza.
Ambiente e lazer rimam com desenvolvimento
Num concelho onde a preservação do ambiente e a gestão cuidada dos recursos naturais têm merecido toda a atenção, não é difícil admitir que para além de inúmeras potencialidades que tal representa ao nível do desenvolvimento subsistem um conjunto de actividades ligadas ao sector agrícola com peso na economia do concelho.
«A pecuária tem ainda um papel significativo em Santiago do Cacém - explicou-nos Vítor Proença - por isso a autarquia disponibilizou o terreno onde foi instalado um centro de apoio aos produtores de suínos, na mesma medida que comparticipámos no novo entreposto de frio de Alvalade, colocado ao serviço dos produtores de hortofrutícolas».
Em relação à exploração dos recursos florestais, torna-se obrigatório destacar com particular importância a cultura do sobreiro, cada vez mais ameaçada devido a uma doença que afecta a espécie por todo o Alentejo, pondo em perigo a produção nacional na área da cortiça.
«Já alertámos o actual secretário de Estado que é preciso partir para acções que garantam a protecção e valorização desta espécie mas também do montado de azinho, fundamental para a outra área de produção do sector agrícola, o porco preto», disse o autarca que lamenta, apesar do esforço dos municípios, que até agora, «só se vê dinheiro gasto em estudos e avaliações do problema, mas não se vêem medidas concretas».
Um outro aspecto a considerar é a costa atlântica que banha a zona litoral do concelho. Ali, tão importante como a promoção do lazer e dos tempos livres das populações é permitir que outros – e são muitos que o fazem com agrado desde há pelo menos duas décadas a esta parte – também possam gozar e usufruir da beleza natural junto ao mar e do conjunto de infra-estruturas que sustentam a actividade turística, cada vez mais central na elevação dos padrões de desenvolvimento regionais.
Mas há muito mais que sol e praia, destaca Vítor Proença dando como exemplo o parque temático Badoca Safari, «que tem um grande apoio da câmara municipal e que o ano passado atingiu o impressionante número de 270 mil visitantes».
Democratização da cultura
Uma das imagens de marca da gestão CDU é a cultura, assumida na óptica e no pressuposto que tal se deve traduzir num espaço mais amplo que envolva a educação, formação e a participação dos cidadãos e dos grupos. «Não pretendemos fazer uns eventos para “marcar calendário”, como alguns fazem nos meses de Verão. Preferimos promover iniciativas todo o ano dinamizando ao mesmo tempo espaços municipais em vários pontos do concelho», resume o autarca da CDU.
Exposições no Museu Municipal ou a participação de centenas de crianças das escolas do concelho de Santiago do Cacém - mas também dos vizinhos de Odemira, Sines, Aljustrel, Ferreira do Alentejo e Grândola - na iniciativa da «Hora do Conto», na Biblioteca Municipal, são, segundo o edil comunista, a melhor gratificação para quem assume os riscos de remar contra a corrente da cultura dominante e eleitoralista.
Muito mais está, porém, preparado. Segundo pudemos constatar, projectos com uma matriz descentralizada e democrática estão a decorrer com regularidade, «tais como o envolvimento com as associações do concelho, por exemplo na realização de eventos com a associação Quadricultura, ou o grupo de teatro Haja Gato, que para além dos espectáculos dá um fortíssimo contributo para a formação, ou ainda a Escola de Música da câmara, que não cobra um cêntimo e tem perto de 90 alunos», destacou o chefe do executivo municipal.
Em breve, vão ser inauguradas uma biblioteca municipal na Cidade de St.º André e um auditório com cinema na cidade de Santiago do Cacém, obras que visitámos e se encontram em avançado estado de desenvolvimento.
Os investimentos feitos na cultura em Santiago do Cacém representam ainda a profunda preocupação dos comunistas em inverter o ciclo de condicionamentos que não permitem que todos possam fruir dos vários conteúdos oferecidos.
Para o próximo mandato, Vítor Proença declarou que o estímulo à democratização da cultura é para manter na «mobilidade de acesso dos cidadãos à leitura, ou a instrumentos da sociedade de informação, que queremos que fiquem ao alcance de quem vive nas zonas urbanas ou nas rurais, dos mais velhos aos mais novos, sem constrangimentos de recursos financeiros para quem não pode comprar um computador e pagar a ligação à Internet», afirmou.
Cultura da democracia
«Apontamos para um reforço da CDU porque confiamos que as populações reconhecem no nosso desempenho autárquico a marca distinta de quem trabalha de forma rigorosa e competente, não optando por fazer falsas promessas ou dizer meias-verdades», disse-nos Vítor Proença quanto às perspectivas eleitorais para Outubro.
A afirmação de confiança no acerto da escolha popular na hora de ir às urnas é, neste caso, bem mais que a manifestação de um legítimo desejo de reconhecimento da obra feita. Os processos de discussão envolvendo os cidadão indicam que a opção da gestão da CDU pelos orçamentos e a democracia participada só enriquece o trabalho realizado, no sentido em que os que assim quiseram puderam contribuir para a elaboração das linhas mestras, como aconteceu duas vezes em São Francisco, em plenários de sala cheia, ou num outro encontro com os residentes de Abela para explicar, com frontalidade, o que estava ao alcance do município fazer neste mandato e o que era impossível realizar no espaço de quatro anos.
«Assumimos neste mandato a democracia participada como factor importante para a construção de um município mais solidário e encontramos um dos muitos exemplos de sucesso dessa prática na atribuição do nome de um poeta popular da terra, Manuel José do Tojal, à futura biblioteca de St.º André. A consulta pública teve tanto feedback que até nos permitiu guardar sugestões quanto aos horários de funcionamento do espaço e ao tipo de documentos que as pessoas querem ter na sua biblioteca», concluiu com orgulho na capacidade de discussão construtiva e de cultura democrática evidenciada pela CDU.